O melhor amigo do empreendedor

«É muito mais fácil fazer as coisas bem do início do que corrigi-las mais tarde.» Justamente, é esta a essência do livro de «A Arte da Startup» de Guy Kawasaki. Com bom humor e inúmeros exemplos, desde a primeira à última página, o autor leva-nos pela mão a descobrir todos os aspetos de criar uma empresa, seja ela de que tipo for.

Com efeito, este é um livro carregado de informação útil, como poucos. Na verdade, assim de repente, não me ocorre nenhum outro com tanto «sumo», de tal forma que apetece tirar notas de tudo e mais alguma coisa, ou sublinhar o livro inteiro. Afinal, a informação que Guy Kawasaki partilha connosco cobre todas as necessidades que surgem ao longo do caminho de um empreendedor, desde o porquê da sua existência até ao financiamento, passando pela contratação de pessoas e a entrada da empresa em bolsa (!).

Logo de início, o autor dá-nos a sua visão, de que «a génese das grandes empresas deve ser a resposta a perguntas simples que mudam o mundo», e nunca o desejo de fazer dinheiro ou ficar rico.

Ainda assim, Guy lança-nos o desafio de responder a duas perguntas que servem de base a qualquer negócio: «Quem é que tem o seu dinheiro no bolso? Como é que vai fazer com que esse dinheiro chegue ao seu bolso?»


Regras de ouro para empreender

Antes de mais, este é um livro que cobre todos os passos para quem quer criar, não só criar uma empresa, mas também para a levar a bom porto. Assim sendo, Guy Kawasaki percorre as diferentes fases para criar e manter um negócio. Designadamente, a conceção, a ativação, a proliferação e, por fim, faz uma importante chamada de atenção sobre o dever de um empresário que se preze.

Com efeito, ao longo do livro «A Arte da Startup», o autor ensina-nos as artes de começar, lançar e, não menos importante, a arte de liderar.



A par disso, aprendemos ainda como ser autossuficiente, angariar capital e fazer uma apresentação de acordo com a regra 10/20/30: dez slides, vinte minutos, letra tamanho 30, para ser lida à distância, e por potenciais investidores que, provavelmente, já não têm a visão a 100%.

No capítulo da Proliferação, aprendemos a construir uma equipa, a evangelizar em benefício da nossa marca, a socializar e – prepare-se – aprendemos ainda A Arte de Fazer Chover Dinheiro. Sim, está na página 269 e, desde já, saiba que é «um processo», e não um evento único, fruto do acaso ou de um ato de Deus». Por essa razão, «deve geri-lo como qualquer outro processo existente na sua startup.»

Entre outras coisas, passa por encorajar todos a procurar negócios, fixar objetivos para contas específicas e recompensar os verdadeiros feitos.

A arte de evangelizar os clientes

Efetivamente, de uma ponta à outra, a linguagem de Guy Kawasaki é clara, direta e, na verdade, sem papas na língua. Afinal, o seu objetivo é ajudar o leitor a atalhar caminho, e a evitar erros e perdas de tempo. A si próprio, mas também aos colaboradores, investidores, parceiros, etc.

Efetivamente, neste livro o autor partilha ainda connosco a arte de estabelecer parcerias e, como se tudo isso não bastasse, a arte de fazer a nossa empresa perdurar.

Justamente, não precisamos de mais nada, a não ser do conselho final: a arte de manter a integridade no mundo dos negócios.

Entre os livros que recomendamos, encontram-se apenas leituras práticas e enriquecedoras. Com efeito, destinam-se a acompanhar e estimular o espírito empreendedor.

Neste âmbito, «A Arte da Startup» é mais um importante contributo, que beneficia da larga experiência de Guy Kawasaki enquanto empresário e evangelizador de marcas de projeção mundial. Por exemplo, como a Apple ou o Canva. çpor conseguinte, com este livro, em vez de conquistarmos clientes, mudamos o chip e passamos a trabalhar para cativar evangelizadores para a nossa marca.


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