Tangível alerta: empresas ainda ignoram a acessibilidade digital enquanto vantagem competitiva
Hoje em dia, os consumidores preferem experiências digitais rápidas, que exijam o menor esforço possível. Porém, muitos websites, lojas online e aplicações ainda dificultam tarefas tão simples como concluir uma compra, preencher um formulário ou efetuar um pagamento. No limite, estas barreiras podem significar o abandono do serviço e, para as empresas, traduzem-se em clientes perdidos.
Neste contexto, a Tangível, empresa líder nacional em Experiência do Utilizador, alerta para a importância de as empresas privadas apostarem na acessibilidade digital. Sendo um componente de base da Experiência do Utilizador, representa uma relevante oportunidade de negócio, permitindo chegar a mais pessoas através de interfaces mais intuitivas.
Em Portugal, as pessoas com mais de 65 anos já representam um quarto da população, e mais de 10% dos portugueses vivem com alguma incapacidade. Por conseguinte, é cada vez mais importante tornar os produtos e serviços digitais acessíveis a todos. Contudo, os benefícios da acessibilidade são ainda mais abrangentes.
Conforme explica Inês Silveiro, Digital Project Manager da Tangível, especialista em Acessibilidade Digital e Experiência do Utilizador, «a acessibilidade e o SEO partilham princípios como uma boa estrutura de informação, conteúdos claros e experiências digitais mais eficientes.» Ou seja, permitem criar produtos e serviços melhores, e com mais retorno.

Há um ano que a acessibilidade digital é obrigatória para o sector privado
Por outro lado, apostar em acessibilidade digital significa assegurar o cumprimento da lei que entrou em efeito em junho do ano passado.
Justamente, o Decreto-Lei n.º 82/2022 transpõe uma diretiva europeia e aplica normas de acessibilidade à generalidade das empresas que detêm equipamentos e plataformas de uso digital. Nomeadamente, websites, lojas online, interfaces para utilização de produtos e serviços, equipamentos e respetivos sistemas operativos, dispositivos de leitura e livros digitais, etc.
No entanto, conforme salienta Inês Silveiro, «apesar da evolução positiva dos últimos anos, a maturidade da acessibilidade digital no setor privado português continua, de forma geral, baixa. Muitas organizações já reconhecem a importância do tema, mas continuam a encará-lo sobretudo como uma questão de conformidade, em vez de um princípio integrado de qualidade digital.»
Ou seja, no sector privado «continuam a existir problemas técnicos recorrentes». Por exemplo, processos de pagamento demasiado complicados, formulários que não explicam onde ocorreu o erro, textos com pouco contraste ou dificuldade em concluir compras apenas com o teclado.
Em suma, a principal lacuna é organizacional, uma vez que a acessibilidade deve fazer parte das decisões de gestão, em vez de ficar dependente da equipa técnica e de uma mera verificação no final do projeto.
A par disso, salienta a especialista, «mais do que uma obrigação legal, a acessibilidade deve ser encarada como uma vantagem estratégica, permitindo às organizações alcançar mais pessoas, reduzir riscos e criar produtos digitais com maior qualidade e valor sustentável.»
Tangível_ há mais de 20 anos a criar projetos inclusivos
Muito antes da entrada em vigor da legislação, a Tangível já desenvolvia projetos de acessibilidade digital para algumas das maiores organizações nacionais. Com equipas multidisciplinares especialistas em experiência do utilizador, design, conteúdos, tecnologia e investigação com utilizadores, a empresa garante que a acessibilidade integra, de raiz, os projetos que desenvolve.
Entre muitos outros exemplos, contam-se sites bancários e de serviços públicos, a garrafa inteligente Pluma da Galp, o Idealista e o emblemático MB Way.
Com um vasto know how, a Tangível apoia as organizações desde o diagnóstico inicial até à definição de processos internos, formação de equipas e integração da acessibilidade na cultura organizacional. Inclusivamente, testa as soluções com pessoas com necessidades específicas e limitações reais, ajudando as organizações a criarem produtos verdadeiramente inclusivos.
Conhecendo bem a realidade nacional, a Tangível deixa agora o alerta às empresas nacionais para que aproveitem a vantagem competitiva de serem mais acessíveis. Conforme salienta Inês Silveiro, «num mercado em que a maturidade da acessibilidade no setor privado português ainda é reduzida, esta pode constituir uma vantagem competitiva real, significativa e duradoura.»